OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado diariamente com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


terça-feira, 1 de agosto de 2017

AS INTELIGÊNCIAS KÁRMICAS

"O Karma não é uma lei cega, nem, de forma alguma, sem endereço. Há grandes inteligências à sua retaguarda, e assim deve ser, especialmente para a direção de suas di­versas correntes, e para a orientação quanto ao tempo, a forma e o lugar do renascimento. Todas as Mitologias têm algo a dizer a esse respeito. Os gregos foram mestres no personalizar ou tornar de certa maneira concretas as maravilhosas e algumas vezes deslumbrantes abstrações dos Sábios e Filósofos do Oriente. O Oriente entrega-se a infinitas e ilimitadas abstrações; o Ocidente personali­za. Assim, por exemplo, o Karma do Oriente é transfor­mado, nos ensinamentos do Ocidente, na Deusa Nêmesis, ou Fatalismo, com os Três Destinos e as Três Fúrias. Outro exemplo: a imortalidade e a persistência dos pen­samentos e ações, como são ensinados no Oriente, pas­sam a ser, no Ocidente, a doutrina do Anjo Registrador, que anota nossos atos, bons ou maus.

Vamos lançar os olhos para as personificações das Inteligências Kármicas. Os Governantes Kármicos são, realmente, Quádruplos, mas sua quádrupla natureza às vezes esconde-se sob o número três. No Apocalipse, ve­mos a presença de Quatro Anjos dos Quatro Quartos da Terra. Estacionados simbolicamente nos quatro pontos cardeais, mostram-lhes que são dirigentes dos assuntos mundanos. E, em Ezequiel, temos uma visão gráfica das Quatro Criaturas Vivas, cuja 'voz era a do Todo-Poderoso'. Os escandinavos acreditam nos Três Norns ou Des­tinos (Urd, Verdandi e Skuld). O pai deles completa os Quatro. Os gregos tiveram maior sucesso na personifica­ção dos Deuses Kármicos. Eles são, na verdade, inigualá­veis nessa arte. O quádruplo Poder de Karma está repre­sentado em Nêmesis e nos Três Destinos. Nêmesis é às vezes chamada de Adrastia (Justiça) e às vezes de Necess­itas (Fatalismo) e pelos teósofos neoplatônicos também é designada como 'Natureza', e, ainda, como o 'Divino Héracles' ou Hércules. Nêmesis é o melhor nome, sendo Ela a recompensadora do Bem e a castigadora do Mal; mas há uma grande verdade em cada um dos outros no­mes, pois trazem à tona alguma característica do Karma: Ela é Justa (Adrastia), Fatal (Necessitas), o Caminho de toda a Natureza (Natureza) e é forte e poderosa (Héra­cles). Como castigadora do Mal, Ela usa as Três Fúrias — Tisffone, Megera e Alecto. Quando recompensa o Bem, as Fúrias tornam-se as Três Eumênides (As Benevolentes). Mas os dirigentes da Lei Kármica, além de Nêmesis, fo­ram os Três Destinos: Cloto, que preside ao nascimento; Láquesis, que tece o fio da vida e Átropos, que corta o fio da vida com a sua tesoura. Ao que se supõe, todo o Bem e todo o Mal vêm delas, e são consideradas como inexoráveis, mas, ainda assim, dignas de respeito e reve­rência.

Na tradição secreta que a Teosofia tornou conhecida, esses Poderes são chamados o Quádruplo Lipika (literal­mente 'Escribas', ou 'Registradores') que são os regula­dores ou assessores do destino que um homem criou para si próprio. (Ver Estâncias de Dzyan, traduzidas por Hele­na P. Blavatsky.) Esses Quatro Santos estão dentro, fora e atrás da Lei Kármica e, por seu intermédio, o Senhor Supremo controla as operações do homem e da Natureza, karmicamente."

(Irmão Atisha - A Doutrina do Karma - Ed. Pensamento, São Paulo - p. 35


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