OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado diariamente com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


sábado, 28 de novembro de 2015

A ENERGIA DA VONTADE-PODER

"Imagine Krishna guiando uma carruagem puxada por três cavalos fortes e potentes. Ele está segurando as rédeas e assim chega ao seu destino.

Essa imagem oferece a chave para começarmos a perceber o que é a energia da Vontade-Poder, ou energia do primeiro raio, aí representada por Krishna que, com as rédeas nas mãos, faz com que os cavalos conduzam a carruagem para onde ela deve ir. Essa energia sabe tudo o que se passa com os cavalos, aonde eles devem chegar e conhece, também as medidas exatas de seu potencial. Está ciente, ainda, do destino da carruagem, do caminho a ser percorrido, da velocidade para se atingir a meta e, por meio das rédeas, tem o controle dos cavalos. Krishna é símbolo do eu superior, da alma do homem, que tem Vontade-Poder em seu aspecto espiritual, transcendente. 

Os três cavalos que puxam a carruagem simbolizam os corpos físico, emocional e mental do homem. Nesta imagem eles aparecem fortes e correm harmoniosamente entre si, já que representam corpos sadios e alinhados, que desejam chegar à meta. A força que os impulsiona é o desejo.

Esclareça-se, a propósito, que este símbolo expressa uma diferença entre desejo e vontade, que é preciso salientar: se os cavalos não tivessem a rédea (a Vontade) que os conduz e os equilibra, controlando a velocidade e dirigindo-se para um lado ou para o outro, provavelmente não chegariam juntos, porque cada um seguiria o seu próprio ritmo, segundo seu desejo individual, e consequentemente não levariam a carruagem para a sua meta. A carruagem, por sua vez, equivale a nosso ser, que contém o eu superior, ligado por rédeas a três corpos: físico, emocional e mental. São eles que puxam a carruagem, levando-a para onde deve ir. 

Se conseguirmos visualizar essa cena. poderemos descobrir muitas coisas a respeito da vontade. Colocando-nos numa atitude amorosa e observadora, vamos perceber até que ponto somos cada um dos cavalos, ou os três trabalhando em conjunto; até que ponto estamos conscientes da carruagem que deve chegar a uma meta. Vamos ver, também, se nos sintonizamos com Krishna, que está guiando e segurando as rédeas, ou se preferimos levar a carruagem por conta própria. Podemos, assim, fazer um estudo da nossa própria situação atual.

Se refletirmos bem sobre os três cavalos alinhados e subordinados a uma rédea que está por trás deles, vamos contatar melhor esse símbolo universal, obtendo dele energia para o nosso equilíbrio. Se nos concentrarmos em Krishna, e o visualizarmos conduzindo os cavalos, segurando as rédeas e sabendo aonde quer chegar, estabeleceremos contato com um outro aspecto e realizaremos um alinhamento superior. Esse trabalho de imaginação criativa ajuda a descobrir as características da energia da Vontade-Poder, desconhecida dos cavalos, ou seja, de nós. O físico, o emocional e o mental têm desejos, não vontade. Os cavalos querem chegar à meta, mas sozinhos não saberiam como fazê-lo, pois não conhecem o caminho e não têm consciência da dimensão das próprias forças. Dificilmente chegariam juntos sem se perder uns dos outros; e, no entanto, a carruagem, para seguir viagem, necessita dos três, juntos e alinhados."

(Trigueirinho - A energia dos raios em nossa vida - Ed. Pensamento, São Paulo, 1995 - p.21/22



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