OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado diariamente com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


terça-feira, 30 de setembro de 2014

DÊ TEMPO PARA AS TRANSFORMAÇÕES

"Uma criança precisa crescer de modo a transformar-se em um jovem bem proporcionado, mas esse crescimento leva tempo. Não acontece da noite para o dia. Da mesma forma, a transformação e o aperfeiçoamento da mente também levam tempo.

Hoje em dia há lugares em que se promove o crescimento acelerado de animais, como porcos, aves e bovinos, por meio de certos tipos de injeções. Depois, esses animais são mortos e consumidos. É uma prática negativa que, de certo modo, também afeta o ser humano.

Quando falamos de prática espiritual, é igualmente impossível injetar certas qualidades na mente para obter sua transformação imediata."

(Dalai-Lama - O Caminho da Tranquilidade - Ed. Sextante, Rio de Janeiro, 2008 - p. 31)

O PODER DOS PENSAMENTOS (PARTE FINAL)

"(...) Pensamentos puros formam um escudo; como os pensamentos são entidades ativas, eles também estimulam o bem nos outros. Em algumas culturas antigas havia uma forte crença de que uma pessoa verdadeiramente espiritualizada não pode ser ferida internamente - e nem mesmo externamente. Aqueles que tentam ferir um ser sagrado apenas ferem a si mesmos, como o homem que tenta cuspir em outro que está acima e vê o cuspe cair sobre sua cabeça. 

Conta-se que, quando um criminoso violento se aproximou de Buda, a presença divina foi tão poderosa que suavizou e converteu o criminoso sem qualquer ação externa. O contrário também é verdade. Quando os pensamentos, os sentimentos, as fantasias e os desejos estão centrados em coisas negativas, e quando paixões como o orgulho, a inveja e o egoismo dominam a vida da pessoa, ela se abre a influências indesejáveis.

Como estamos continuamente povoando o ambiente com nossos pensamentos, e portanto afetando o mundo em que vivemos, temos uma grande responsabilidade. Quando fazemos parte de um grupo maior, como é o caso da Sociedade Teosófica, também temos a oportunidade de criar um núcleo de forte energia espiritual para auxiliar a humanidade a seguir em frente, rumo à virtude e à sabedoria. Uma parte importante do nosso trabalho é construir um depósito de força positiva que os grandes guardiões espirituais da humanidade possam usar para seus propósitos evolucionários. Ninguém é impotente para servir nos níveis mental e moral. 

Helena Petrovna Blavatsky assinala, em A Chave para a Teosofia (Ed. Teosófica), que a verdadeira oração é um mistério, um processo oculto através do qual pensamentos e desejos continuados sofrem uma transformação espiritual. A aspiração ao divino auxilia a refinar a mente e a elevá-la. A devoção pura, juntamente com a autoentrega, vertidas como oferecimento a uma imagem sagrada, harmoniza e purifica, mesmo quando essa imagem é criada pela mente. Poucas pessoas podem contemplar a deidade não manifesta em nosso atual estágio de evolução. As outras precisam começar a purificar e a refinar o conteúdo de suas mentes. A oração, a devoção pura e a meditação sobre o que quer que seja sublime e sagrado ajudam a transformar a consciência individual e, através dela, a consciência maior do mundo." 

(Radha Burnier - O poder dos pensamentos - Revista Sophia, Ano 12, nº 51 - p. 05/06)


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O PÉ DE ACÁCIA

"SE EU FOSSE aquele pé de acácia,

 ali na encosta,

 exibindo o amarelo agressivo das minhas flores,

 contra o fundo verde da mata,

 sentir-me-ia cheio de prazer

 por oferecer abrigo aos ninhos,

 e néctar às abelhas diligentes...

Gozaria, por certo, com o roçar macio do vento,

a tirar sons em meus ramos.

Nem me incomodaria mesmo de acolher algum parasito.

Se eu fosse aquele pé de acácia,

teria gosto de dar sombra ao casal de namorados,

mas, sem dúvida, sofreria as dores impostas pelo machado,

e ficaria triste com os moleques a matar meus passarinhos...

Mas eu responderia com a nobre impassibilidade de uma árvore.

Se eu fosse aquele pé de acácia,

imóvel, confiante, sereno,

majestosamente sereno,

saberia aceitar o que viesse,

sem lamentar,

sem reclamar,

sem me abater...

Mesmo que o temporal destruísse meus ninhos,

mesmo que as borboletas deixassem de vir ao amanhecer,

e minha flores murchassem,

mesmo que o estio prolongado e forte viesse queimar-me,

e as abelhas, sem encontrar sustento, se fossem...

embora passível de gozar e sofrer,

continuaria uma acácia majestosamente serena

e conservaria sempre a nobreza ereta de uma árvore.

Se eu fosse aquele pé de acácia,

saberia aceitar as coisas como são,

não me rebelaria contra o inevitável.

Saberia que

até no malcheiroso esterco,

energia inefável se manifesta.

E seria minha nutrição.

Acataria os golpes da poda,

a necessária dor para crescer.

Acataria os golpes do lenhador

que viesse que viesse fazer de mim algo útil.

Renunciaria a ser a pincelada amarela a embelezar a paisagem,

e me deixaria transformar em acha de lenha,

E meu mistério se libertaria em forma de luz e calor,

ou viria a servia de esteio a um casebre,

e meu mistério se faria abrigo.

Quando chegarei a ter

a majestade daquela pé de acácia

dando vida, beleza, abrigo, amenidade e lição?!"

(Hermógenes - Viver em Deus - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 4ª edição - p. 109/111)


O PODER DOS PENSAMENTOS (1ª PARTE)

"O pensamento é uma força que molda a si mesma para se tornar uma entidade ativa. Ele sobrevive por um período mais longo ou mais curto, dependendo da intensidade do pensamento e da paixão que o animam. Se os pensamentos forem repetidos, uma energia renovada é adiconada à forma que havia sido criada. Como resultado, cada pessoa vive em meio a um mundo de entidades-pensamento autocriadas, um pequeno mundo de influências. Assim criamos um karma e nos tornamos responsáveis por muito mais do que nossas vidas pessoais. 

Lembre-se de que o pecado e a vergonha do mundo são o seu pecado e a sua vergonha. Você é parte do mundo; o seu karma está interligado ao grande karma

As pessoas sensitivas podem perceber a atmosfera de pensamentos ao redor de uma outra pessoa ou de uma localidade, e às vezes são atraídas ou perturbadas por aquilo com que entram em contato. Nas culturas onde a 'magia' não é considerada tolice nem fantasia, algumas pessoas buscam ajuda quando são perturbadas pelo que lhes parece ser uma 'força ruim' na vizinhança, ou pela sensação de uma ameaça distante. Elas não compreendem que o auxílio mais potente está na pureza de seus próprios pensamentos.

'Toma para ti toda a armadura de Deus; que possas ser capaz de ficar de pé quando o dia do malefício chegar' (Efes. 6.13). Aquele cuja armadura é a pureza e a luz não apenas está protegido contra as influências maléficas, mas também está equipado para dispersá-las, pois a armadura de Deus é a armadura da luz, e a luz dispersa as trevas pela sua simples presença. A maior proteção em qualquer situação e a qualquer tempo, contra qualquer dano à alma (não necessariamente ao corpo) é a atmosfera que cada pessoa cria por meio de intenções e pensamentos puros. (...)"

(Radha Burnier - O poder dos pensamentos - Revista Sophia, Ano 12, nº 51 - p. 05/06)

                                                                      

domingo, 28 de setembro de 2014

O APEGO AOS OBJETOS DOS SENTIDOS


"(2:62, 63) Fixar mentalmente objetos dos sentidos faz com que nos apeguemos a eles. Do apego brota o desejo. Do desejo (quando insatisfeito) brota a cólera. A cólera gera a ilusão. A ilusão produz o esquecimento (do Eu). A perda da memória (memória de quem a pessoa é verdadeiramente) faz decair o poder do discernimento. À perda do discernimento segue-se à aniquilação do reto pensar.

Cada passo nessa descida tem um único responsável: o ego. Para guindar-se de novo à sabedoria, o ego iludido precisa atingir o ponto onde chegue a compreender que sua compreensão da vida até o momento só lhe trouxe sofrimento. Sua primeira pergunta, então, será: 'Acaso gosto de sofrer?' (Não, é claro!) E em seguida: 'O que aumenta o sofrimento e o que, ao contrário, o diminui?' A resposta é que a dor diminui quando diminui também o interesse exagerado por si mesmo. A apreensão dessa verdade leva aos primeiros lampejos de reconhecimento de uma realidade maior que o ego e o corpo. A névoa da ilusão começa a dissipar-se na mente e já ninguém se insurge contra o mundo por ele não lhe ter dado o que queria. Da aceitação do que é vem o afrouxamento dos laços do apego mundano. Do desapego vem a diminuição do interesse pelos objetos dos sentidos e o aumento do anseio pela sabedoria autêntica - anseio que desperta a devoção no coração, o amor à verdade e o desejo intenso de conhecer a bem-aventurança verdadeira e duradoura."

(A Essência do Bhagavad Gita - Explicado por Paramahansa Yogananda - Evocado por seu discípulo Swami Kriyananda - Ed. Pensamento, São Paulo, 2006 - p. 125/126)


CHAVES PARA A VIDA MAIOR (PARTE FINAL)

"(...) RISOS E ALEGRIA - Corre-se o risco de confundir espiritualidade com severidade. Mas constato que as pessoas providas de senso de humor têm mais alegria e trazem mais alegria para os outros. Ver o lado melhor e mais leve em todas as coisas ajuda a manter a criança interior viva e feliz. Se sentimos em nós a presença de Deus, é natural que expressemos essa consciência com alegria, risos entusiasmo e felicidade.

AMOR - O amor é o principal componente da vida. Ele unifica tudo e atrai para nós todo o bem. Através do amor, ficamos mais conscientes e sensíveis às necessidades dos seres humanos. Vemos a fagulha divina em cada pessoa. Podemos amá-las, mesmo se acharmos que fizeram algo errado. Estaremos presentes e disponíveis para elas. É assim que demonstramos nosso amor.

O caminho espiritual nem sempre é fácil; ele estará inevitavelmente cheio de desvios ou becos sem saída. Mas, lembre-se, nele você nunca viaja sozinho. Sua família iluminada e os guias do mundo espiritual estão sempre com você, oferecendo segurança e orientação.

Estamos aqui para manifestar o amor divino em tudo o que fazemos. Muitas vezes parecerá mais fácil seguir os desejos da personalidade inferior. Mas resista. Procure a verdade, mesmo quando muitos tentarem encher sua cabeça e seu coração com falsidades. Nunca comprometa seus ideais espiritual, porque isso atrasa o seu progresso. Nunca esqueça que somos todos eternos filhos de Deus.

Acima de tudo siga seu coração e seja fiel a si mesmo. Lembre-se que você tem a responsabilidade de ser melhor que puder, e para isso mantenha sua mente e seu coração abertos para os aspectos superiores do seu ser. Use a consciência espiritual para encorajar e confortar todos os que estão no seu caminho. Quando iluminamos e amamos os outros, mostramos a eles as chaves para que descubram sua prórpria luz interior e reforçamos ao mesmo tempo a nossa.

Que a sua luz brilhe até os confins da Terra para que todos possam vê-la. Quando o fizer, a sua jornada aqui terá valido a pena. Então, você poderá voltar ao Céu com a certeza de ter feito a sua parte para trazer a energia de Deus para a Terra. Vai saber que fez do mundo um lugar melhor."

(James Van Praagh - Em Busca da Espiritualidade - Ed. Sextante, Rio de Janeiro, 2008 - p. 92/93)

sábado, 27 de setembro de 2014

O DEUS SUPREMO

"Essa força é benevolente ou malevolente? Vejo-a como puramente benevolente. Pois posso perceber que em meio à morte, a vida persiste; em meio à inverdade, a verdade persevera. Em meio à escuridão, a luz impera. Desse modo, entendo que Deus seja a vida, a verdade e a luz. Ele é o amor. Ele é o bem supremo.

Deus é totalmente bom. Não há mal dentro dele. Deus fez o homem à própria imagem. Infelizmente para nós o homem se amoldou a partir de si mesmo. E essa arrogância levou a humanidade a um mar de problemas. Deus é o perfeito alquimista. Em sua presença todo o ferro e todo o lixo se transformam em ouro puro. Similarmente, todo o mal se transfigura no bem.

Mais uma vez, Deus vive, mas não como nós. Suas criaturas só existem para morrer. Deus é vida, portanto, a bondade e tudo o que ela significa não é um atributo. A bondade é Deus. A bondade expressa fora de Deus é algo sem vida. [...] O mesmo ocorre com todos os padrões de conduta. Se eles devem habitar o nosso interior, precisam ser considerados e cultivados em sua relação com Deus. Tentamos nos tornar bons, pois queremos alcançar e realizar Deus. Contudo, todas as éticas materiais do mundo se tornam pó, uma vez que fora de Deus elas não têm vida. Vindo de Deus elas celebram a vida. Elas se transformam em parte de nós e nos tornam nobres."

(Mahatma Gandhi - O Caminho da Paz - Ed. Gente, São Paulo, 2014 - p.28)


CHAVES PARA A VIDA MAIOR (3ª PARTE)

"(...) EQUILÍBRIO - Temos a impressão de que o equilíbrio é outra qualidade ausente no ritmo acelerado do mundo atual. Parece muito mais fácil deixar as partes inferiores da nossa natureza dominarem e prevalecerem. Para trazer o equilíbrio às nossas vidas, precisamos harmonizar a personalidade material ou terrena com a personalidade espiritual. A ênfase excessiva em qualquer parte do nosso ser tende a nos enfraquecer, em vez de nos fortalecer. Quando estamos desequilibrados tendemos a agir a partir do medo, em vez de seguir o amor.

DISCERNIMENTO - Atualmente é preciso muito discernimento para descobrir a verdade nas coisas. Muitos ficam presos a detalhes e tornam-se incapazes de perceber o todo. Quando você se apressa em criticar e julgar, sem dispor de todos os dados de uma situação, aprende muito pouco. Sugiro que você sempre questione o que está por trás de qualquer pessoa ou situação para certificar-se de que há uma verdade espiritual no núcleo de tudo.

FÉ - A fé é a consciência de que sempre recebemos tudo o que desejamos e de que precisamos. A fé é uma crença na natureza invisível do universo. Ela segue de mãos dadas com a confiança. Quando temos fé em nós mesmos e em Deus, sabemos que estamos seguros, que somos amados e que nunca estaremos sozinhos.

CRIATIVIDADE - A criatividade é a capacidade de formar ideias, sentimentos e expressões capazes de transformar o mundo físico. Ela não se limita a artistas, músicos ou escritores. Todos nós somos criativos e podemos usar essa energia divina em tudo para tornar a vida mais fácil. Sempre que existe um problema nos relacionamentos, na família, na carreira, nas finanças ou em qualquer parte da vida cotidiana, temos a capacidade de resolver a situação através da nossa fagulha criativa. Quando usamos a criatividade, usamos a energia da Força Divina na sua mais elevada manifestação, especialmente quando empregamos a criatividade para o bem maior da humanidade. (...)"

(James Van Praagh - Em Busca da Espiritualidade - Ed. Sextante, Rio de Janeiro, 2008 - p. 91/92)

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A VIDA É UM SONHO QUE NÃO VALE NOSSAS LÁGRIMAS

"Quanto  mais vejo a vida, mais percebo que é um sonho. Encontrei segurança superior na filosofia que agora lhes transmito. Compreendam que vocês vivem única e exclusivamente pela graça de Deus. Se Ele retirasse Seu pensamento, a manifestação física deixaria de existir. Este mundo é um lugar de sonhos, e aqui estamos todos sonhando. A vida não é real; rimos e choramos na maior das ilusões, e não vale a pena derramar lágrimas por isso. Dar realidade às experiências terrenas é fazer um convite ao sofrimento indizível. Identificando nossa consciência com o mundo, só veremos um lugar de padecimento. O que nos livrará disso? Dinheiro? Não, nada material. O único caminho para a libertação é conhecer Deus e perceber que Ele e nós somos uma só coisa, para sempre. Lembre-se disso. Deus seria realmente muito cruel se este mundo fosse real. Mas Ele sabe que, quando tivermos passado um número suficiente de vezes pela fornalha do sofrimento e da morte, despertaremos e venceremos a ilusão: perceberemos a Terra como um sonho divino, e não reencarnaremos mais. No Bhagavad Gita, Deus fala por intermédio de Krishna, prometendo: 'Meus nobres devotos, tendo chegado a Mim (o Espírito), alcançaram o êxito supremo; eles já não estão sujeitos a outros renascimentos nesta moradia do sofrimento e da transitoriedade'.

Suponhamos que um homem seja atingido por uma bomba, morrendo instantaneamente. No campo de batalha, ele estava paralisado pelo medo mas, após a morte, percebe alegremente que está livre do medo e do túmulo corporal. Mas não é necessário sofrer provações para chegar a esse conhecimento. É melhor obter sabedoria pelo esforço espiritual consciente. E, se temos de suportar testes. que seja com a atitude correta. Vejam o exemplo de Jesus: foi pregado na cruz e teve de suportar aquele sonho de sofrimento. Mesmo assim, antes de ser crucificado, disse: 'Derrubai este  templo, e em três dias o levantarei'. Ele sabia que o corpo, os pregos com que seria pregado na cruz e até o processo da morte eram apenas sonhos. Por compreender isso, sabia que podia recriar a vida em seu corpo-sonho. Não é um modo maravilhoso de encarar a ilusão de vida e morte? É o único modo. Krishna iniciou sua revelação a Arjuna, no Bhagavad Gita, exortando-o a lembrar a natureza transitória da matéria e a natureza eterna Daquele que nela habita."

(Paramahansa Yogananda - O Romance Com Deus - Self-Realization Fellowship - p. 24/25)

CHAVES PARA A VIDA MAIOR (2ª PARTE)

"(...) Vou lhes dar algumas chaves capazes de ajudar a elevar seus pensamentos. Espero que vocês aprendam a usá-las e a torná-las uma parte integral da sua vida, para abrir a caixa do seu tesouro interior.

 PACIÊNCIA - A paciência é um recurso raro nos dias de hoje. Todo mundo parece querer tudo no exato momento! Mas nós perdemos o barco espiritual quando forçamos para que as coisas aconteçam. Tudo chega até nós na hora certa. Isso não significa que devemos nos tornar apáticos ou ignorar as oportunidades quando elas aparecem. Pelo contrário! Quando é paciente, você realmente assume o controle do seu ambiente. Você decide a hora apropriada de agir, e o momento de esperar. A paciência ensina o autocontrole  através da conservação da energia. Com esta energia, você tem o poder de tomar decisões que são para seu próprio bem.

Quando você age ou reage com impaciência, pode prejudicar uma situação amadurecer e se desenvolver de uma maneira natural. À medida que aprende a ser mais paciente, irá sentir menos estresse, o medo da vida vai diminuir e você passará a ser mais livre e consciente para tomar suas decisões.

SABEDORIA - A sabedoria consiste na percepção de que a consciência divina está dentro de você, e que todo o amor, luz e poder do infinito se encontram à sua disposição. A sabedoria não vem dos livros, mas das experiências de vidas acumuladas. Cada experiência é embebida na consciência da sua alma para ser aperfeiçoada através das suas vidas na Terra. Pode paracer uma ironia, mas, quanto mais sábio você se torna, mais percebe como sabe pouco.

CORAGEM - Para ter coragem, você precisa acreditar em si e no poder que existe dentro de você. Com confiança e perseverança, podemos ter a coragem de ouvir a voz interior e segui-la. Uma pessoa corajosa está disposta a abrir seu coração aos outros e expor-se às mudanças imprevisíveis da vida.

A coragem nos dá a confiança de que precisamos para seguir nossos corações, independentemente de quaisquer influências externas que pareçam bloquear nossos caminhos. (...)"

(James Van Praagh - Em Busca da Espiritualidade - Ed. Sextante, Rio de Janeiro, 2008 - p. 89/90)

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

TORNE-SE CONSCIENTE DE DEUS

"Deus, que está também aqui, oniabarcante, pode ser claramente conhecido por meio de um mantra (meditação sobre uma significativa fórmula mística), Mantenha o mantra. Sobre ele se concentre (vale como o ajustamento ao comprimento de onda), com Amor (vale como a sintonia), e você se tornará consciente de Deus (isto é, ouvir o programa onipresente). Se a sintonia não estiver acurada, você corre o risco de escutar aborrecimento, e não o que quer.

Remova todos os traços de salinidade do solo de seu coração; adicione-lhe o complemento precioso que é o  Nome do Senhor; regue-o com água da fé. Depois plante as mudas da Divindade; tenha a disciplina como se fosse uma cerca; e a firmeza, como pesticida a ser espargido. Então, poderá colher a preciosa colheita de jnana (Sabedoria) que, para sempre, o libertará das tarefas do cultivo. Aqueles que riem dos que praticam bhajans (cânticos devocionais) e visitam os templos ou ouvem pregações sobre Deus não experimentaram o néctar, e estão portanto com preconceitos contra ele. Tenha pena deles porque não sabem o que perdem."

(Sathya Sai Baba - Sadhana O Caminho Interior - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro, 1993 - p. 114)


CHAVES PARA A VIDA MAIOR (1ª PARTE)

"Nós possuímos todos os tesouros espirituais necessários para ter uma vida produtiva, plena e feliz, e esses ideais também podem nos ajudar a alcançar um estado de consciência mais elevado. Quando despertamos para eles, nunca mais sentiremos falta de nada, já que Deus é a plenitude personificada. Há um suprimento ilimitado de amor e riquezas armazenado no Céu que pode ser trazido para a Terra.

Somos abençoados todos os dias com a presença do espírito em tudo o que encontramos. Estou me referindo ao espírito interior que está constantemente preenchendo todas as necessidades e desejos. A maneira como entramos em contato com esse espírito é escolha de cada pessoa. O que colocamos em movimento volta para nós. Lembre-se de que estamos sempre nos movendo através de um mar invisível de pensamentos. Deus sempre nos dará o que pedimos de acordo com nossos pensamentos.

Se nossos pensamentos estão ligados à pobreza e à doença, atrairemos essas condições para nós. Se elevarmos nossos pensamentos a um nível de frequência superior, recolheremos harmonia e abundância.

É preciso pensar da maneira mais positiva possível para que possamos ajudar a nós mesmos e aos que nos cercam, sejam eles entes queridos ou estranhos. (...)"

(James Van Praagh - Em Busca da Espiritualidade - Ed. Sextante, Rio de Janeiro, 2008 - p. 89)

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

AÇÃO SEM DESEJO

"O ensinamento do Gita é ação sem desejo pelos seus frutos. Se você não deseja o fruto de sua ação, nem mesmo o seu êxito, então por que a ação deveria ser realizada, qual é o impulso ou o motivo por trás disto? Deve ser a ação pelo que significa em si mesma, porque você considera certo realizá-la; a sua realização tem o seu valor próprio; não importa se é coroada de êxito imediato ou não. É um indivíduo extremamente raro aquele que pode agir com grande intensidade, força e entusiasmo sem nada desejar para si próprio, nem dinheiro, posição, elogio, nem mesmo qualquer gratificação secreta que se pode sentir como uma reação interna à habilidade demonstrada.

O desempenho da ação, por ser certo, bom e desejável, implica presença de um sentido interior que guia a pessoa em sua direção. A sabedoria é então necessária para guiar a pessoa. Alguém pode dizer com alguma satisfação ‘eu faço isto como meu dever.’ Mas será realmente o seu dever, ou apenas uma noção convencional que tem daquilo que deveria fazer, encontrando-se em sua posição? Possivelmente ela acha que se não o fizer, perderá estima perante os outros. Se aquilo que é chamado de dever for realizado com má vontade, com um sentimento de obrigação, então, aquela ação não possui graça. Uma pessoa pode ter que cuidar de um paciente, estar desperta a todas as horas da noite para atender a diferentes necessidades físicas, mas se a pessoa realizar tudo isso com um sentimento de necessidade amarga que pode até mesmo gerar animosidade, não podemos dizer que esta ação tem a qualidade certa.

É apenas a ação que é prestada livre e sinceramente que é verdadeiramente bela. Age-se desta maneira quando há amor e, então, será ação com todo o ser da pessoa e não apenas uma parte daquele ser. (...)"

(N.Sri Ram - Em Busca da Sabedoria - Ed. Teosófica, Brasília, 1991 - p. 148/149)


O ÚNICO BEM É DEUS

"A pessoa que busca Deus seriamente percebe que tudo o que queria, dos relacionamentos humanos ou do mundo, ela recebe do Único. De Deus vem todo louvor e encorajamento que sua alma anseia. De Deus ela recebe o amor que sua alma implorou ao longo das encarnações. De Deus ela recebe toda a sabedoria, compreensão e felicidade que procurou nos outros e nas coisas deste mundo. Do único Absoluto ela recebe a força para ficar só, sem ser abalada por quaisquer golpes das circunstâncias. Essa é a espécie de força e autocontrole que cada um de nós quer, porque nossa alma sabe que é independente e onipotente, sendo feita à imagem de Deus e, portanto, dotada de Suas qualidades. Deve-se o sofrimento do homem ao tormento da alma por não conseguir demonstrar sua natureza todo-poderosa. A limitação que o homem pôs sobre si mesmo são cordas ocultas com as quais ele prendeu sua alma.

A meditação libera a alma desses laços, e a atividade correta é uma expressão da liberdade da alma e da sua natureza totalmente perfeita, totalmente jubilosa."

(Sri Daya Mata - Só o Amor - Self-Realization Fellowship - p. 131)

terça-feira, 23 de setembro de 2014

O DESENVOLVIMENTO DA MENTE

"A mente pode e deve transformar-se para melhor. Pode livrar-se das impurezas que a contaminam e alcançar o nível mais elevado.

Todos começamos com as mesmas aptidões, mas algumas pessoas as desenvolvem, outras não.

Nós nos acostumamos com facilidade à preguiça da mente, sobretudo porque muitas vezes ela se esconde sob a aparência de atividade: corremos de um lado para outro, fazemos cálculos e damos telefonemas.

No entanto, tudo isso ocupa apenas os níveis mais ordinários e elementares da mente. E oculta o que existe de essencial em nós."

(Dalai-Lama - O Caminho da Tranquilidade - Ed. Sextante, Rio de Janeiro, 2008 - p. 28)

O PROGRESSO ESPIRITUAL (PARTE FINAL)

"(...) Obter conhecimento espiritual e guardá-lo, em vez de ser um instrumento de crescimento espiritual, é o mesmo que colocar obstáculos para impedir o fluxo da vida. Uma verdade descoberta deve se tornar uma verdade divulgada. Passe as boas ideias adiante, se quiser receber mais. Não considere o conhecimento espiritual como posse pessoal, se você não quiser ser excluído da fonte de sabedoria.

A pessoa cresce espiritualmente à medida que a corrente de vida flui para os outros através dela. Aquele que busca ter e reter é como uma poça de água parada, coberta com o limo verde da impureza. Ele representa a estagnação espiritual. Aquele que recebe e passa adiante o conhecimento é como um lago do qual brota uma nova corrente para saciar a sede dos campos que se encontram além. Ele está para a poça como a luz do sol está para a sombra, como a saúde está para a doença.

A poça não está destituída de um certo tipo de vida. Mas é um tipo nocivo - a vida individual voltada apenas para si mesma. Não pode haver vida verdadeira sem atividade externa. A vida e atividade são inseparáveis. O mar é a antítese da poça estagnada. Tudo que o oceano recebe de incontáveis rios, devolve aos céus. É a eterna antítese tanto do egoísmo quanto da inação. Suas marés e correntes incessantes são o pulso rítmico da saúde. Da terra ele recebe, purifica e devolve o sal. A poça egoísta torna-se estagnada em uma semana - o oceano generoso, jamais." 

(L.W. Rogers - O progresso espiritual - Revista Sophia, Ano 11, nº 44 - p. 06)


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

CRIANDO RELACIONAMENTOS AMOROSOS

"Depois do nosso nascimento no estado físico, a fonte principal de aprendizagem são os relacionamentos. Através da alegria, da dor e da emoção dos relacionamentos, avançamos em nosso caminho espiritual, de maneira a aprendermos a respeito do amor sob todas as formas. Relacionamentos são laboratórios vivos, um verdadeiro campo de testes para determinar como estamos nos saindo, se aprendemos profundamente nossas lições, aproximando-nos do plano que predeterminamos para a nossa vida. Nos relacionamentos, nossos botões são acionados e nós reagimos. Já aprendemos a negociar, dialogar e perdoar, ou usamos a violência, o autoritarismo e a vingança? Somos capazes de nos aproximar dos outros com compreensão, amor e compaixão, ou reagimos com medo, egoísmo e rejeição? Sem relacionamentos, nunca poderíamos saber essas coisas, nem testar nosso progresso.

É mais fácil aprender do outro lado, no estado espiritual, quando o relacionamento com outras almas é harmonioso e cheio de energia amorosa. Mas a Terra é um lugar difícil, onde aprendemos por meio das emoções e da dor, e mostramos por meio das ações se de fato aprendemos nossas lições.

Quanto mais obstáculos houver, mais aportunidades teremos para aprender. Uma vida com relacionamentos difíceis, repleta de desafios e perdas oferece maiores oportunidades para o crescimento da alma. Se é isso o que acontece, pode ser que você tenha escolhido uma vida mais difícil, de modo a acelerar o seu progresso espiritual.

Às vezes, um acontecimento negativo, tal como a perda de um emprego, pode ser a mão que abre uma porta para outra oportunidade melhor. Tenha paciência, pois o destino pode necessitar de um pouco mais de tempo para tecer sua tapeçaria intrincada. Mas, apesar de todos os problemas, há também amor, alegria e êxtase nesta vida, onde participamos de uma comunidade em que todos estão aprendendo as mesmas lições.

O amor não é um processo intelectual, mas acima de tudo uma energia dinâmica que flui para dentro e através de cada um de nós, permanentemente, quer estejamos ou não conscientes disso. Devemos aprender tanto a dar amor quanto a recebê-lo. Só em comunidade, envolvidos em relacionamentos e servindo ao próximo, é que seremos capazes de verdadeiramente compreender toda a amplitude da energia do amor."

(Brian Weiss - A Divina Sabedoria dos Mestres - Ed. Sextante, Rio de Janeiro, 1999 - p. 56/57)

O PROGRESSO ESPIRITUAL (1ª PARTE)

"Uma das qualidades indispensáveis para o progresso espiritual é doar o que se recebe. Sem doação não pode haver um verdadeiro crescimento. Pode haver acúmulo de conhecimento, mas limitar-se a acumular conhecimento é inútil para o progresso espiritual, assim como o ouro é inútil para um homem sozinho no deserto. O crescimento espiritual não deriva do acúmulo de informação oculta - não basta sondar os segredos da natureza e somar um fato a outros até estar bem versado em conhecimento místico. Crescer espiritualmente significa viver mais intensamente, ter maior resiliência. 

Precisamos ser capazes de viver, amar e conhecer a alegria. Um bebê com uma semana de vida possui os cinco sentidos e está equipado com todos os nervos motores e sensoriais, mas, nesse estágio de existência, sua vida ainda é muito limitada. Ele, evidentemente, ainda não consegue desfrutar os muitos prazeres da existência adulta. Não é capaz de sequer compreender essa vida mais ampla. Maior ainda é a diferença entre o homem comum e o homem espiritualmente desenvolvido, que desenvolveu a capacidade de conhecer as mais elevadas bem-aventuranças do universo. Um é uma criança espiritual, com faculdades inerentes, mas dormentes. O outro é o adulto espiritual com faculdades desenvolvidas para viver e desfrutar a vida de uma maneira ainda pouco compreendida pelo homem comum, tanto quanto os  prazeres da literatura são desconhecidos pelo bebê no berço.

O bebê habita o mesmo mundo que o adulto. As mesmas visões e sons estão à sua volta, mas ele ainda não tem a capacidade de se apropriar deles plenamente. Na casa que ele habita pode haver tesouros literários e artísticos de rara beleza, mas nada disso tem importância para o bebê, porque ele não tem a capacidade de perceber uma vida tão ampla e rica. Porém, na fase adulta, a habilidade para receber, para responder àquilo que existe, é a medida da qualidade de vida.

Crescer espiritualmente é desenvolver as próprias capacidades latentes, alargar o horizonte da consciência e estar de acordo com a corrente de vida que pulsa no universo. Não é um processo de acúmulo de informação ou acúmulo de bens, e sim de se livrar dos impedimentos que obstruem a corrente de vida e que nos isolam do rítmo de vida cósmico. (...)"

(L.W. Rogers - O progresso espiritual - Revista Sophia, Ano 11, nº 44 - p. 05/06)


domingo, 21 de setembro de 2014

CONSCIÊNCIA E MATÉRIA

"No começo da criação, o Espírito, até então não manifestado, projetou duas naturezas: uma, a consciência; outra, a matéria. São elas Suas duas expressões vibratórias. A consciência é uma vibração mais sutil e a matéria, uma vibração mais densa desse único Espírito transcendental.

A consciência é a vibração do aspecto subjetivo Dele; a matéria, a vibração do Seu aspecto objetivo. O Espírito, como Consciência Cósmica, está, em potência, imanente na matéria vibratória objetiva; e Se manifesta, de maneira subjetiva, como a consciência que está presente em todas as formas da criação, alcançando Sua expressão suprema na mente humana, com as incontáveis ramificações de pensamentos, sentimentos, vontade e imaginação.

A diferença entre matéria e o Espírito está na taxa de vibração – uma diferença de grau, não de espécie. Isso pode ser melhor compreendido pelo seguinte exemplo: embora todas as vibrações sejam qualitativamente idênticas, as que variam de 16 a 20.000 ciclos por segundo são suficientemente densas para serem audíveis ao ouvido humano, mas as vibrações abaixo de 16 e acima de 20.000 ciclos por segundo, são, de modo geral, inaudíveis. Não há diferença essencial entre vibrações audíveis e inaudíveis, embora exista uma diferença relativa.

Por meio do poder de maya, a ilusão cósmica, o Criador fez com que as manifestações da matéria se apresentassem de modo tão diferenciado e específico que, para a mente humana, parecem não ter relação alguma com o Espírito."

(Paramahansa Yogananda - Afirmações Científicas de Cura - Self-Realization Fellowship - p. 56/58)


FONTE DE SABEDORIA

"Aspirando pelo sol da vida que brilha para todos, podemos começar olhando para nós mesmos e perguntando: 'O que desejo fazer hoje? Como enfrentarei, hoje, os obstáculos físicos, emocionais e mentais que afetam o meu descanso?'

Esse é um princípio que nos manterá ocupados durante todo o dia. Fomos capazes de controlar nossos pensamentos e de decidir como reagir a tudo que ocorreu? A revisão noturna das nossas atividades diárias mostrará onde se encontra o perigo.

O poder de fazer isso vem de um aspecto da mente que é mais elevado que aquele que geralmente usamos. Devemos alimentar esse aspecto mais elevado como uma fonte de sabedoria. Por isso Krishna nos manda praticar todos os atos em Seu nome, por Ele; como Ele é o Todo, podemos evocar esse poder universal a cada momento.

Portanto, tudo é muito simples; ainda assim, é também muito dificil. A idéia é simples, mas na prática ocorre uma difícil luta contra obstáculos que surgem a cada momento. Pense nessa luta como a libertação da beleza da vida aprisionada, ou como a glória e o esplendor de Krishna, que foi comparado ao brilho de mil sóis nascendo ao mesmo tempo no horizonte.

O viver diário deve se tornar a glorificação do Deus interior, e realmente se tornará, se fizermos o esforço necessário. Nossa luz continuará brilhando, para que outros também possam ver a glória do Deus interior e o caminho que leva a Ele."

(A Conquista da Liberdade - Revista Sophia, Ano 2, nº 6 - p. 25)

sábado, 20 de setembro de 2014

VER PARA CRER: A CIÊNCIA DA RELIGIÃO

"Tudo o que é visível provém do Invisível. Como você não vê Deus, não acredita que Ele esteja aqui. E, no entanto, cada árvore, cada folha de grama é controlada pelo poder divino que lá está mas que não é externamente visível. O que se vê é apenas o resultado do Poder nas sementes plantadas no solo, que surgem como árvore e relva. Você não vê o que acontece por dentro, na fábrica do Infinito. Cada objeto no universo, e o potencial nele existente, foi antes produzido na fábrica da mente de Deus, que empresta esse poder à fábrica da mente humana. É desta última que vem tudo que o homem realiza: grandes livros, máquinas complicadas, fantásticas conquistas em todos os setores. Acima de tudo, nesta mente-fábrica está a capacidade que só o ser humano possui: encontrar Deus.

A mente se torna um instrumento perfeito de conhecimento quando se aprende a fundamentar a vida na verdade. Então, enxerga-se tudo claramente, sem distorções, exatamente como é. Portanto, aprenda a experimentar com a mente; aprenda a seguir a ciência da religião, e você poderá ser o maior cientista, o maior inventor, o senhor de seu próprio destino.

Se puder lembrar e aplicar as verdades de que falei, não há nada que não possa realizar na vida. E a maior de todas as conquistas é encontrar Deus. Mediante a aplicação da ciência na religião, uma crença vacilante nas possibilidades espirituais pode se tornar a concretização de sua mais elevada aspiração. Então, você será o  mais bem-sucedido de todos os seres humanos, maior do que todos os cientistas da Terra. Os grandes mestres que descobriram Deus nunca têm dúvidas, pois vivem na verdade. 'E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará'. Tudo tem aquele que encontra Deus."

(Paramahansa Yogananda - O Romance Com Deus - Self-Realization Fellowship - p. 42/43)
http://www.omnisciencia.com.br/livros-yogananda/romance-com-deus.html


NÃO SE CULPE PELOS ENGANOS NA ESCOLHA DO CAMINHO ESPIRITUAL

"(2:66) Aqueles cuja consciência não se enraizou carecem de discernimento. Quem não medita não tem paz. E, se não tem paz, como será feliz?
(2:67) Assim como um barco pode ser desviado da rota por um vento repentino, assim o discernimento pode desgarrar-se pelas fantasias da influência sensorial.

Aquele que busca as coisas espirituais pode às vezes ver-se desviado de seu curso ascendente por tentações exteriores - não apenas os prazeres sensoriais, mas também o desejo de conquistas intangíveis acenadas por maya a fim de alimentar a consciência de seu ego: nome, fama, poder, importância e todo um bando de outras ilusões lisonjeiras. Longe de esfalfar-se com sentimentos de culpa e de autorrecriminações (que só aguçarão sua suscetibilidade à ilusão), deve ele regressar calmamente ao curso antigo.

Enganos no caminho são sempre possíveis. O devoto precisa identificá-los (ao menos no foro íntimo) honesta e francamente para depois esquecê-los sem cometer mais o erro de irritar-se consigo mesmo. Tem de manter a mente firmemente voltada para a estrela-guia de seu objetivo autêntico: a união com Deus. Porquanto o ego é uma ilusão, tudo o que o induzir a afirmar a sua própria realidade isolada será uma ilusão também. Dá-se o mesmo com o desengano que a pessoa sente por ter sucumbido às tentações ilusórias.

Quando se atira um seixo a um lago, surgem ondulações. De igual modo, quando ocorre na vida algo que provoca reação emocional, ondas de sentimentos afloram. As ondas levantadas pelo seixo vogam para a margem e retornam, só aos poucos serenando novamente. Assim também as reações da pessoa a pressões externas vão e vêm, dando forma ao engano suscitado pela reação original.

Com efeito, devemos transformar em prática o ato de separar-nos, na mente, da identificação com seja lá o que for - mesmo em se tratando de identidade de pensamento - e voltar à assertiva 'Deus é o Único que Faz'. Graças a essa dissociação dos erros que o ego possa cometer, nossa tendência a falhar irá diminuindo aos poucos, os ventos pararão de soprar e a mente se centrará calmamente e se fixará, outra vez, no objetivo divino.  

De outro modo, se errarmos espiritualmente, poderá suceder, graças à identificação do ego com o erro, que vagueemos à cata de reencarnações, enveredemos por outros becos sem saída e lutaremos o tempo todo para encontrar o caminho de volta ao curso verdadeiro que outrora tomamos."

(A Essência do Bhagavad Gita - Explicado por Paramahansa Yogananda - Evocado por seu discípulo Swami Kriyananda - Ed. Pensamento, São Paulo, 2006 - p. 127/128)
www.pensamento-cultrix.com.br



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

DEUS É NOSSO ETERNO COMPANHEIRO

"O devoto deve sentir que o Senhor é seu companheiro pessoal - que tudo que faz, está fazendo com Deus. É preciso que cada um de nós saiba que não estamos sozinhos, que nunca estivemos e nunca estaremos sozinhos. Desde o início dos tempos, Deus esteve conosco, e por toda eternidade Ele estará conosco. Desenvolva um relacionamento mais pessoal com Deus vendo a si mesmo como Seu filho, Seu amigo ou Seu devoto. Deveríamos aproveitar a vida conscientes de que estamos compartilhando nossas experiências com esse Alguém que é supremamente bondoso, compreensivo e amoroso. Só o Ser Divino conhece nossos pensamentos antes mesmo de pensarmos, e Ele nunca Se afasta de nós, mesmo quando estamos errados, bastando apenas que O procuremos. Esse tipo de amor, esse tipo de compreensão toda alma humana está procurando. Mas temos que fazer a nossa parte. Nosso amado gurudeva, Paramahansa Yogananda, disse:

'Deus somente é encontrado por meio de incessante devoção. Quando Ele lhe tiver dado todos os presentes materiais e você no entanto se recusar a ficar satisfeito sem Ele; quando você quiser insistentemente apenas o Doador, e não Seus presentes, então Ele se revelará a você. (...) Caminhamos pelos apinhados becos da vida e ocasionalmente vemos alguns rostos conhecidos; contudo um a um eles vão embora. Assim é a vida. Você e eu estamos vendo um ao outro agora, mas algum dia nos perderemos de vista. Este é um mundo trágico, onde todas as almas são testadas, às vezes consumidas, nas chamas da ilusão. Entretanto, aqueles que vencem e dizem: 'Só quero conhecer a Ti, meu Senhor', esses encontram Deus e a liberdade.'"

(Sri Daya Mata - Só o Amor - Self-Realization Fellowship - p. 236/237)

DESENVOLVER O DISCERNIMENTO PARA JULGAR (PARTE FINAL)

"(...) Preste atenção as suas motivações em tudo o que fizer. Tanto o glutão quanto o iogue comem. Mas você diria que comer é pecado por ser frequentemente associado à gula? Não. O pecado está no pensamento, na motivação. O homem mundano come para satisfazer a gula e o iogue come para manter seu corpo em forma. Há uma enorme diferença. Analogamente, um homem comete um homicídio e é enforcado por isso; um outro mata muitos seres humanos no campo de batalha, defendendo a pátria, e é condecorado. Aqui, novamente, é a motivação que faz a diferença. Os moralistas fixam regras absolutas, mas estou dando-lhe exemplos para mostrar como você pode viver neste mundo de relatividades, com o autocontrole dos sentimentos, mas sem se tornar um autômato.

A maneira científica de viver é interiorizar-se e se perguntar se está agindo certo ou errado, e ser absolutamente sincero consigo próprio. Se for sincero com você mesmo, é pouco provável que aja errado e, ainda que o faça, será capaz de se corrigir rapidamente.

Todas as manhãs e todas as noites mergulhe no silêncio, ou seja, na meditação profunda, pois a meditação é o único caminho para se distinguir a verdade do erro. Aprenda a ser guiado por sua consciência, o divino poder do discernimento dentro de você.

Deus é o sussurro no templo de sua consciência e a luz da intuição. Você sabe quando está agindo errado. Todo o seu ser lhe diz, e essa sensação é a voz de Deus. Se você não O escuta, Ele fica calado. Mas quando você despertar da ilusão e quiser agir corretamente, Ele o guiará.

Seguindo todo o tempo a voz interna da consciência, que é a voz de Deus, você se tornará uma pessoa verdadeiramente moral, um ser altamente espiritualizado, um homem de paz."

(Paramahansa Yogananda - Onde Existe Luz - Self-Realization Fellowship - p. 56/57)

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

LIVRE-ARBÍTRIO E DESTINO

"Destino e livre-arbítrio parecem existir juntos. Há uma inteligência, uma sabedoria ou uma consciência que sabe como acontecimentos e relacionamentos vão se desenvolver. Hamlet chama isto de um destino que 'molda nossos fins'. Na Terra, não sabemos como nossas experiências vão terminar, mas através de nossos atos e comportamentos - do nosso livre-arbítrio - podemos influir em como elas irão se  desdobrar para nós, tanto no futuro da vida presente quanto em vidas futuras.

Assim como a alma faz uma revisão no final da vida, ela também parece fazer uma previsão de vida antes de nascermos. 'Vou exercer a compaixão, a empatia e não-violência', por exemplo. Ela vê como a vida está delineada, quem iremos encontrar, quem vai nos ajudar ao longo do caminho espiritual e como vamos ajudar essas pessoas. É complicado, porque há uma interação com outras almas que também têm seus próprios planos. As pessoas que encontramos e as experiências que nos aguardam nos ajudam a aprender - isto é o destino.

Vejamos. Você encontra a pessoa com a qual tinha planejado se casar para aprenderem juntos e se ajudarem mutuamente, enquanto progridem em direção à imortalidade. Mas essa pessoa tem uma religião incompatível, ou mora muito longe, ou seus pais se apõem ao relacionamento. Então você escolhe não se casar com ela. Isto é o livre-arbítrio. Você tinha uma escolha, e decidiu não se casar. A  escolha vai levar você a um ponto do destino que  poderia não acontecer se sua resposta tivesse sido 'sim'. É desta forma que mudamos nosso futuro nesta vida.

Se você encontra essa pessoa e se casa com ela, vai percorrer uma estrada que escolheu com seu livre-arbítrio, e isto vai influenciar sua vida presente e suas vidas futuras. Se resolver se separar, vai entrar numa estrada diferente e pode vir a aprender lições diferentes. Talvez você encontre uma outra alma gêmea ou tenha uma experiência diversa. O importante é saber a rapidez com que vai aprender, e quanta felicidade, espiritualidade, tranquilidade e tudo o mais vai conquistar nessa vida.

As respostas dependem primordialmente de seu livre-arbítrio. É como subir numa árvore: há muitos galhos e muitas escolhas. No final, você vai chegar ao topo da árvore, mas pode precisar de cinco, dez ou trinta vidas para atingi-lo. Por exemplo, quantas vidas serão necessárias para você realizar o objetivo de sua alma de aprender a usar de compaixão? Depende das escolhas que fizer. Portanto, o destino - a árvore do nosso exemplo - e o  livre-arbítrio coexistem."

(Brian Weiss - Muitas Vidas Uma Só Alma - Ed. Sextante, Rio de Janeiro, 2005 - p.138/139)

DESENVOLVER O DISCERNIMENTO PARA JULGAR (2ª PARTE)

"(...) O bom julgamento é uma expressão natural de sabedoria, mas depende diretamente da harmonia interna, que é o equilíbrio mental. Quando lhe falta harmonia, a mente não tem paz, e, sem paz, não há nela discernimento nem sabedoria. A vida é cheia de trancos e solavancos. Nas horas difíceis, que demandam o mais agudo discernimento, se preservar seu equilíbrio mental, você alcançará a vitória. A harmonia interna é o seu melhor apoio para suportar a carga da vida.

A inquietude - que agita e distrai a mente - tolda a visão e causa mal-entendidos. A emoção tolda sua visão. As variações do humor toldam sua visão. A maioria das pessoas age não em função do entendimento, mas segundo seus estados de ânimo. A compreensão é a visão de seu interior, a contemplação de sua alma, o telescópio de seu coração. A compreensão é um equilíbrio entre inteligência calma e pureza de coração. (...) A emoção é um sentimento distorcido que o levará a agir mal. (...) Você tem de ter uma compreensão equilibrada. Se a sua compreensão for governada tanto pelo coração quanto pela cabeça, aí, então, você terá uma visão clara para enxergar a si mesmo e aos outros.

Você deve analisar os inúmeros preconceitos a que seu entendimento está sujeito. Sempre que estiver tomando uma decisão ou agindo, pergunte a si mesmo se está sendo movido pelo entendimento, pela emoção ou por alguma outra influência preconceituosa em sua mente. Enquanto estiver sujeito à ira ou à ambição, enquanto estiver influenciado pelo pensamento equivocado a respeito dos outros, enquanto isso ocorrer, o seu próprio entendimento não terá clareza.

A razão humana pode sempre achar 'prós e contras' tanto para as boas quanto para as más ações. Ela é intrinsecamente desleal. O discernimento reconhece, como sua estrela polar, apenas um critério: a alma. Imaginem dois homens. À direita deles está o vale da vida e à esquerda, o vale da morte. São ambos racionais, mas um vai à direita e o outro à esquerda. Por quê? Porque um deles usou corretamente seu poder de discernir, enquanto o outro usou mal esse poder, entregando-se com indulgência às falsas racionalizações. (...)"

(Paramahansa Yogananda - Onde Existe Luz - Self-Realization Fellowship - p. 54/56)