OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado diariamente com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

CUMPRA O PRÓPRIO DEVER

"(3:35) Cumprir o próprio dever, mesmo sem sucesso, é melhor que cumprir com êxito o dever alheio. Mais vale morrer tentando realizar o que nos compete do que assumir as obrigações dos outros (sejam elas embora mais fáceis e seguras), pois esse caminho está semeado de perigos e incertezas.

O dever supremo de todo homem consiste, é claro, em encontrar o Eu único: Deus. Mas o caminho de uma pessoa para Deus pode ser muito diferente do caminho das outras e de quaisquer caminhos que as outras lhe imponham. Se ela não tiver um guru autêntico para lhe apontar a melhor direção, deverá seguir a voz interior que lhe sussurra: 'É por ali que deves ir a fim de conquistar a verdadeira liberdade.' O repúdio a qualquer envolvimento posterior com maya é o critério sumpremo da virtude. Podemos exclamar, por equívoco: 'Mas sinto mais alegria quando caminho rumo à satisfação dos sentidos!' Se não vivenciamos ainda a alegria divina, podemos com a maior facilidade ser ludibriados pela mera excitação dos prazeres sensuais. Há também quem diga, erroneamente: 'Todavia, quando contemplo esta mulher (ou este homem), sinto um amor profundo. Ora, um sentimento assim deve ser legítimo!' O resultado, na sequência das várias peripécias entre um nascimento e outro, muitas vezes leva esses entusiastas para bem longe de seus primeiros arroubos de paixão! A liberdade interior é, pois, o guia moral mais confortável. Pergunte a si mesmo: 'Encontrarei a liberdade no deleite desta contemplação? Sentir-me-ei livre nos anseios deste amor?'

A pergunta seguinte será, é claro: 'De que me sentirei livre?' Libertação do acicate do desejo não é libertação; é apenas alívio passageiro! A sensação de liberdade deve ser calma e garantir a plenitude interior. Ainda assim, como desabafou certa vez Yogananda, 'As pessoas são tão hábeis em sua ignorância!' Nem sempre convém à gente comum confiar demais em seu próprio tirocínio. A necessidade suprema de todo aquele que busca com sinceridade é a orientação de um guru autêntico.

Como fará para reconhecer seu dever principal quem não conta com essa bênção nem, talvez, anseia tanto por Deus? O único recurso é perguntar a si mesmo: 'Dar-me-á ele maior liberdade interior e a sensação de ter feito o que era certo para mim?'"

(A Essência do Bhagavad Gita - Explicado por Paramhansa Yogananda - Evocado por seu discípulo Swami Kriyananda - Ed. Pensamento, São Paulo, 2006 - p. 176/177


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