OBJETIVOS DO BLOGUE

Olá, bem-vindo ao blog "Chaves para a Sabedoria". A página objetiva compartilhar mensagens que venham a auxiliar o ser humano na sua caminhada espiritual. Os escritos contém informações que visam fornecer elementos para expandir o conhecimento individual, mostrando a visão de mestres e sábios, cada um com a sua verdade e experiência. Salientando que a busca pela verdade é feita mediante experiências próprias, servindo as publicações para reflexões e como norte e inspiração na busca da Bem-aventurança. O blog será atualizado diariamente com postagens de textos extraídos de obras sobre o tema proposto. Não defendemos nenhuma religião em especial, mas, sim, a religiosidade e a evolução do homem pela espiritualidade. A página é de todos, naveguem a vontade. Paz, luz, amor e sabedoria.

Osmar Lima de Amorim


domingo, 21 de fevereiro de 2016

POR QUE TANTA LUTA? (PARTE FINAL)

"(...) Estudado sob esse ponto de vista, a imaginação não consegue encontrar um caminho por meio do qual esses Seres autopreparados, autodeterminados, conseguem atingir aquele perfeito equilíbrio e firme infalibilidade de sabedoria que os capacita a ser a ‘Natureza’ de um sistema, a não ser aquela senda de luta e experiência na qual nos esforçamos hoje. Pois se houvesse um Deus extracósmico com natureza diferente da natureza daquele Ser que vemos desabrochar ao nosso redor em harmoniosa certeza de sequência encadeada - um Deus com índole irregular e vacilante, mutável e arbitrário, volúvel -, então poderia ser que desse caos pudesse surgir um ser chamado ‘perfeito’, mas certamente muito imperfeito, uma vez que por demais limitado, e que, não tendo experiência atrás de si, e portanto carecendo de raciocínio e julgamentos, pudesse, tal qual uma máquina, agir ‘corretamente’, ou seja, de acordo com um dado esquema de coisas e, tal qual uma máquina, produzir a sequência de movimentos preparada para ela. Mas um ser assim se encaixaria apenas no seu esquema, e fora dele seria inútil, incompetente. Também não haveria vida, que é a mutável autoadaptação a condições mutáveis, sem a perda, a desintegração, de seu centro. Pela agitada senda ao longo da qual seguimos, estamos sendo preparados para todas as emergências com que tivermos de nos defrontar no universo futuro, e essa é um resultado que bem vale as provações a que estamos expostos.

Também não devemos esquecer que estamos aqui porque quisemos desabrochar nossos poderes através das experiências da vida nos planos inferiores; que nosso fado é autoescolhido, não imposto; que estamos no mundo como resultado da nossa própria ‘vontade de viver’; que, se essa vontade mudasse - embora ela verdadeiramente não seja mutável -, deixaríamos de viver aqui e retornaríamos à Paz, sem colhermos os frutos para os quais viemos. ‘Ninguém mais nos obriga.’"

(Annie Besant - Um estudo sobre a Consciência - Ed. Teosófica, Brasília - p. 237/238)

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